terça-feira, 31 de janeiro de 2012

O ano do fim do mundo

2012, segundo o calendário maia, é o ano da grande mudança. Para alguns, o fim do mundo, para outros, a transcendência.
E é incrível poder sair do "eu" e chegar ao "nós".
Quando isso acontece é porque conseguimos superar nossas questões individuais para chegar ao coletivo.
Aos poucos temos conseguido alcançar as pessoas. Não a imensa maioria, mas aqueles que realmente estão prontos para repensar a vida em sociedade e o papel de cada um.
A cada dia temos novas experiências e aprendizados na prática de levar a ideia da não-violência às pessoas.

É um trabalho de formiguinha, sabemos disso, mas estamos prontxs.Mas enquanto dezembro não chega temos muito trabalho a fazer.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Balanço geral

Este post deveria ter saído no final do ano, mas com a loucura do final de semestre, mudança de casa e crises existenciais só saiu agora.
O ano de 2011 foi muito difícil, penoso e turbulento. 
Mas foi um grande ano!
Iniciei o ano absolutamente desapontada com minha vida profissional, frustrada mesmo, buscando uma saída para o fato de estar exercendo uma função burocrática e de estar longe da minha tão amada História.
A frustração transformou-se em desespero quando tive que largar minha curta experiência no estado, priorizando o emprego que paga as contas. 
Mas, surpresa minha, foi esse empreguinho que possibilitou a grande guinada de 2011.
Se você não me conhece não sabe que a criação do blog foi resultado dessa mudança (somada à muitas horas no divã). Você pode ler aqui essa história.
Enfim, um Mamaço e uma Marcha das Vadias depois, tudo mudou.
Criei, em parceria com 3 colegas de trabalho, um grupo de pesquisa sobre Movimentos Antimainstream. 
Cibercultura, mobilizações online, ativismo e ciberativismo... Movimentos sociais, marchas e ocupações.
Tudo isso fez parte do meu 2011.
Lidar com a família, organizar minhas prioridades, exercer a maternidade consciente, encontrar o espaço para o ativismo e o feminismo dentro do meu casamento. Batalha diária essa, viu?
Enfrentar o conservadorismo elitista, sexista e homofóbico de amigos e familiares também foi difícil. 
Mais difícil ainda foi encarar a violência e desrespeito dentro do próprio movimento que ajudei a criar.
Lidar com minha própria ingenuidade, impor limites, saber a hora de tirar o time de campo.
É, 2011 não foi fácil. Mesmo.
Mas foi um ano incrível. 
Para os inconformados 2011 foi o ano em que a internet mostrou todo o seu potencial libertário.
A palavra que regeu meu 2011 foi EMPODERAMENTO.


Ainda não posso me afastar dela, porque o processo de empoderamento envolve mudar padrões, internos e externos, muito arraigados.


Para 2012 (que já começou bombando) quero trabalhar minha capacidade de NÃO JULGAR.


E que venha o fim do mundo, porque a galera do barraco tá pronta pro fervo!!!